Serve o presente texto para ajudar a compreender a importância do Yoga na sociedade moderna e simultaneamente para esclarecer qual o contexto em que se insere o perfil de um praticante.
Para contextualizarmos o significado do Yoga, deve perceber-se que a componente dominante desta filosofia de vida é a componente mental. O Yoga é uma manifestação genuinamente filosófica que transcende, em muito, a actividade física. A capacidade de um praticante de evoluir no domínio do yoga é desenvolvida através das suas capacidades intelectuais, tais como o auto-domínio e as suas qualidades humanas de tolerância e inter-ajuda, na expectativa de contribuir para um mundo melhor.
O Yoga actua como uma valiosa ferramenta que ajuda a purificar e fortalecer o corpo, ao mesmo tempo que auxilia no processo de contacto e percepção das capacidades mais profundas do ser humano, tais como a tolerância, a calma, a tranquilidade.
O Yoga não é uma carreira para ser oferecida como são tantas outras, criando opções de emprego na nossa sociedade. Esta é uma actividade que deve ser conduzida por pessoas que, acima de tudo, queiram difundir a mensagem desta filosofia de vida, se possível, sem nenhuma dependência, com a maior isenção, para não orientar os seus ensinamentos ao sabor do que solicita a volatilidade do mercado.
Não podemos definir o Yoga como uma disciplina única, embora seja universal. Não existe uma entidade unânime nesta comunidade dado que os meios para atingir um objectivo comum podem ser os mais diversificados – através do som; através da respiração; através do movimento; através da mente – sendo que todas eles têm como finalidade o equilíbrio do ser nos seus aspectos físicos e mentais.
À semelhança do resto do mundo, em Portugal existem muitas linhas de prática de yoga, todas elas com as suas convicções e todas elas válidas mas, nenhuma delas se impõe às outras. De entre os vários grupos que existem em Portugal, nós representamos um deles.
Pretendemos, através deste esclarecimento, manifestar a nossa posição pois representamos uma percentagem significativa no contexto nacional. Pretendemos sensibilizar a quem de direito que a criação de qualquer entidade reguladora da actividade terá de ser sujeita à participação de todos aqueles que estão há muitos anos a exercer a prática do Yoga em Portugal.
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